sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

memórias pt II


Só para fazer concorrência á Sara, ainda mais velho, mas nem por isso tão esquecido, deixo aqui uma pequena selecção de uma famosa actividade, no qual 3 dos actuais caminheiros tiveram a honra de viver. Ah, e 2 actuais chefes que por aqui andam também eheh ;)








Memórias!

Ainda acerca do acampamento de Grupo, dei por mim nos últimos dias a pensar em como foi para mim quando tinha a idade dos nossos pequenos e em quem esteve presente nesses dias como nós estamos hoje para eles... Momentos mais tarde, estava às voltas pela casa à procura das memórias desses tempos e acabei por encontrar algumas. Só para mostrar que estamos a ficar velhos! :)










Passagem para os Exploradores











Acampamento de Páscoa - 2005

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Relatório do Acampamento de Grupo, 12/2 - 16/2

Bem, a Maggie chegou aqui antes de mim, mas eu também tenho algo a dizer do meu ser:

3 anos, longe de algo que me acompanhou durante 10 anos da minha vida, é muito, mas muito mesmo. E quando soube que iamos ter acampamento de grupo, eu só pensava em ir e bombar ali nas horas, apanhar gandas molhas, andar 30km com m64s ás costas e tal. Mas com o tempo, fui percebendo o "quê" de ser Caminheiro (pelo menos no 93) e peguei na minha velhinha Deuter Futura38 que me acompanhou muitos anos e arrumei-a com tanto cuidado para ela não fugir para o acampamento antes de mim. Quando chegou o dia de partirmos, muito embora já presumisse que tivessemos em equipas, uma parte de mim preferia (e prefere) que fosse em divisão, mas aí, não seria um acampamento de grupo, no qual o Clã tivesse um papel vincado.

Não me vou por aqui a dizer os maus momentos nem os bons, a não ser um, que foi O momento de todo este acampamento para mim:
1º dia, a minha equipa já tinha chegado ao acampamento base, vejo já a Alcateia a montar as tendas, pessoal das Tribos a cozinhar, tudo em harmonia e a funcionar como um grupo. De repente, dou por mim a andar pela mata, a sentir cada energia, cada cheiro, cada respiração que me rodeava e olho para o céu estrelado. Comecei a sorrir e a correr como um miúdo que tinha o melhor brinquedo da sua vida e a sentir-me como não me sentia á muito tempo, mas mesmo á muito tempo. Aí, eu sei que estava bem , confortável, em harmonia com a natureza, como só no nosso grupo consigo ver uma união tão forte com a natureza, e foi tão mágico, que acho que só uma dose de CM podia exemplificar eheh.

Resumindo: foi bom, eu gostei, mesmo dos maus momentos, foi bom para o grupo, deu para ver que aproximo-nos todos uns dos outros, bastava ver no final as caras das pessoas. Que venham outros acampamentos de grupos, talvez só com um bocadinho de mais andamento, vá lá chefes!!!!!!!!!!!!!!!




Boa caça baccanos, na Páscoa voltamos lá



p.s.: aquela caixa aberta, foi muito bom. Aquela chuva toda a cair por cima de nós, e nós sempre juntos, a curti-la á grande e sempre quentes!!!!!



Freixo do Meio

E passado algum tempo, da última vez que o mesmo sentimento me percorria a alma, novamente o sentia. Tão forte e profundo como da última vez...
Mochilas às costas depois de uma noite pouco dormida, com montes de miúdos pequenos excitados aos pulos à nossa volta. A curiosidade a apelar aos sentidos e o frio nas pernas a fazer ar condicionado nos furos dos bolsos dos calções.
E finalmente chegara a hora.
Depois de muitas peripécias, chegáramos ao local com equipas formadas.
Pela primeira vez, senti um peso que nunca tinha sentido antes num acampamento: o peso de ser a mais velha da minha equipa, o peso de ter de "tomar conta" de todos os outros que integravam a minha equipa, o peso da responsabilidade. Ao ínicio este peso foi encarado por mim como um fardo, um fardo talvez demasiado pesado para mim, que me auto-intitulo de escoteirinha e não de ESCOTEIRA.
Por essa minha visão, tão pessimista e que me subestima e por vezes limita, as coisas não correram como era esperado, e uma das lobitas que tinha à minha responsabilidade teve de jantar tarde... Acreditei que não seria capaz de levar avante o desafio e senti a desmotivação a invadir-me, e à noite, aconchegada no meu saco de cama, com ressonares vários em meu redor pensei que seria inútil para a minha equipa.
A manhã seguinte chegou a correr, e foi quando tive de ajudar um pequeno a ultrapassar as saudades duras de casa e do conforto dos pais que percebi que aquele peso que antes me parecia impossível de suportar, pode ser tão agradável e saboroso quando conseguimos pôr um sorriso no rosto de um daqueles putos! A sério, o cantar é uma força tão poderosa quando usada na altura certa.. E o dia foi andando, muito bem, com todas as suas peripécias.
E assim que me sentia menos capaz, que me sentia muito pequenina para aqueles pequeninos, olhava o rio gigante que se estendia diante de mim, olhava o céu negro sobre mim, olhava as pastagens de um verde forte cheias de animais que passeavam.
Quando, na carrinha de caixa aberta enroscada em todos os outros escoteiros, debaixo do meu impermeável, senti o vento gelado na cara e o cabelo a voar, TIVE A CERTEZA. Estou onde quero estar, e o peso da responsabilidade é um peso confortável, como o peso do lenço que nos aconchega e nos acolhe quando queremos.
OBRIGADA ! Boa caça...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

4 caminheiros terminaram a 1ª etapa

No dia 6 de Fevereiro cumpriram a primeira etapa 4 caminheiros do Grupo 93. Foi uma cerimónia curta e simples que pretendeu assinalar o fim da integração destes elementos. Ficam alguns momentos da cerimónia:










Mário Miranda


Sara Abreu


André Reis


Mariana Esteves

VAMOS A ELAS, RAPAZIADA !

E porque estou com a pica maior da vida para ir acampar
e porque este CLÃ me está todos os dias no coração
e porque SOMOS OS MAIORES
e porque o vermelho anda a sobressair no grupo
e porque me apetece subir convosco a cantar músicas,
e porque tenho saudades da natureza e do convivio,
e porque estou na divisão mais expansiva de todas,
e porque amanhã nunca mais chega,
e porque já fiz a mala,
e porque tenho um saco-de-cama para 15 graus negativos,
e porque comprei umas botas novas anti-bolhas,
e porque já lá vão longe os tempos em que era tudo novo e em que passei uma noite à chuva na serra sem saber ler coordenadas,
e porque já estou saudosa dos meus momentos de pata tenra,
e porque "estamos no ponto",
e porque quero ver tudo a saltar no autocarro,
e porque estamos em vespera de acampamento e é preciso uma boa pimbalhada que nos anime, e suscite o espírito, deixo-vos este precioso tesouro, que oiçam com atenção, que quero CANTÁ-LO no primeiro monte que subirmos...
VAMOS A ELAS, RAPAZIADA!
QUE O ABENÇOADO EMANUEL, VOS INSPIRE AS ALMAS...


http://www.youtube.com/watch?v=IrrCtKpVavw&feature=related


ANDAR POR AÍ SOZINHO
É COISA QUE NINGUÉM QUER
SE A MULHER NASCEU P'RO HOMEM
E O HOMEM P'RA MULHER

ATÉ ADÃO NO PARAÍSO
ESTAVA TRISTE SEM ALEGRIA
DEPOIS DEUS CRIOU A EVA
PARA ELE TER COMPANHIA

(Refrão)

VAMOS A ELAS RAPAZIADA
VAMOS A ELAS QUE ISTO AGORA É QUE ESTA A DAR
VAMOS A ELAS COM RESPEITINHO
VAMOS A ELAS QUE ELAS GOSTAM DE BRINCAR

VAMOS A ELAS RAPAZIADA
VAMOS A ELAS QUE ESTA VIDA É UM SEGUNDO
VAMOS A ELAS NAO PERCAM TEMPO
VAMOS A ELAS QUE ELAS SÃO O MELHOR DO MUNDO

CADA HOMEM MERECE UMA
PARA DAR O SEU AMOR
ELAS SÃO O SAL DA VIDA
QUE À VIDA DÃO SABOR

ATÉ O MEU VELHOTE
DIZ COM OLHOS DE MAROTO
QUANDO PASSAM PERTO DELE
LHE DÃO MUITO CONFORTO

Maggie (desculpem precisava de estravazar, amo-vos clã má lindo.. VAMOS A ELAS MAZÉ)